As fases do rei - I

18:03 João Paulo Jucá 1 Comments

Às vezes penso em desistir do que criei e me render aos conceitos, pensamentos e memórias. Digo que não sou dono de ninguém (e não sou). Mas termino o dia me considerando. Geralmente o começo é sem rumo ou com o traçado de um sonho mal resolvido.
Acordo ou muito ou nada.
Muito alguém ou tão ninguém.
É briga feia entre mim, alguém propício ao dia (vindo dum sonho ou não) e o nada. (Na verdade "nada" é uma palavra esperando tradução).
Muito comum que a posse ganhe. Mas certo dia o mar ganhou.
Mas eu estava perto dele, isso explica a vitória.

O que não se explica é a batalha de projeções.
O inexplicável são as fases do rei e suas damas.
E o jogo onde as peças se perderam, que só resta um tabuleiro velho, meio rasgado ao meio.
O campo onde um dia as peças dançaram...
E não dançam mais.

Depois do sol é frio,
antes do mar é rio,
e antes da paz, rapaz...
é chão...
...Ou queda (livre).

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Um comentário:

  1. "Geralmente o começo é sem rumo ou com o traçado de um sonho mal resolvido."

    Isso acontece comigo. [:)]

    Belo poema.

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